sábado, 19 de março de 2011

INTERLAGOS - ETAPA FINAL - BATERIA 2

SCHUMMY VENCE E COLOCA UMA MÃO NA TAÇA



Bateria de Interlagos é marcada por muito tumulto, problemas com a Administração da Pista, Desespero de Mansell e Alegria de Shummy

Dilúvio, hurricane, tsuname, furacão, caos, guerra, medo, tempestade, destruição...... afinal, como descrever esta incrível final disputada por duas etapas interlacadas, uma atrás da outra, em baixo de muita chuva?
O dia: eram 15hs da tarde e os pilotos KAM faziam um passeio tranqüilo pelos arredores de São Paulo. A corrida estava marcada para 23:30 e 24:00 hs do mesmo dia. Mansell, que nesta ocasião passara Schummy na pontuação, parecia acreditar no Título. Porém, as 15h30, uma certa escuridão se colocou sobre São Paulo, mais precisamente, sobre a cabeça de Mansell, e assim ela, a tão temida, a tão admirada, a tão sonhada, a tão inesperada, a tão surpreendente..... ela..... sem usar o plural, porque ela amigos.... ela é uma só, e do tamanho de São Paulo, capaz de unir-se e mudar vidas: as nuvens negras....ela mesma.... surgiu no céu, no horizonte, no além. E veio para ficar. Para um, ela representou a mudança, a vitória. Para todos os demais a tristeza, a derrota.
A corrida teste: como de costume, os pilotos procuraram conhecer a pista, andando com o bandão, principalmente em virtude da chuva, a fim de conhecer a aderência nesta ocasião. Pilotos como Rosberg e Mansell nunca haviam antes corrido na chuva. Era a perda da virgindade. E na primeira corrida a decepção veio: ninguém enxergava nada, ninguém parava com Kart, ninguém conseguia andar, as batidas eram inevitáveis. Parecia um pesadelo. E só estava começando. A câmera on-bord de Rosberg retrata a fiel imagem do que os pilotos passavam volta após volta. A verdade é que ninguém enxergava nada. Schummy larga em segundo mas na primeira curva é levado por uma enxurrada. Mas que enxurrada? A enxurrada de karts loucos e desgovernados que vinham em sua direção. Mas como num submarino, que mergulha nas águas profundas do mar e atravessa oceanos sem ser percebido, Schummy de último vai para segundo, nesta bateria aberta de vinte karts, Mansell fica após os 15 primeiros, e sai da bateria de reconhecimento, ainda que 2 pontos a frente de Schummy, desacreditado no título.
Porém um Leão não se abate facilmente, e como ainda faltavam 2 horas para a corrida oficial, Mansell toma uma decisão surpreendente... ele ia voltar pra pista mais uma vez... e mais quantas vezes fossem necessárias, nem que para isso tivesse que pedir ajuda ao fundo monetário da ONU, mas ele ia aprender a andar na pista molhada. Isso motiva outros pilotos também a voltarem para a pista encharcada para mais testes. Schummy se assusta, e assim começa uma guerra psicológica. Schummy resolve ficar de fora, Ross Brawn havia cortado verbas para testes extras e isso poderia causar grandes transtornos na equipe.
Mas aí vamos nós, corrida valendo: grid da 1ª Bateria de interlagos, Rosberg em 1º, Gabriel em 2º, Jenson Button (futuro Kobayashy) em 3º, Webber em 4º, Schummy em 5º, Prost em 6º e Mansell em 7º. Jenson larga muito bem, pressiona Rosberb e assume a 1ª posição. Lá atrás Schummy faz uma boa largada e vai para 3º posição, e acreditando ter feito uma boa largada e ter se distanciado de seu arqui-rival Mansell, olha para trás... e que ele ve? O maldito capacete verde... sim era ele, o Leão, teria a fera aprendido o caminho das pedras-submersas naquele imenso lago que alguns insistiam em chamar de pista?
Schummy vê que precisa decidir ali o título, e vai pra cima de Rosberg, que também havia melhorado consideravelmente sua média de rodadas por volta, de 5 para apenas 1 por volta. Lá atrás Gabriel Hill sofre com a pista molhada, apesar de gostar muito de chuva... Diego Webber vem numa boa recuperação... e Prost, que já não arrisca muito... não seria num submarino que iria fazer diferente...
Schummy passa também Clayton Button, que é muito bom na chuva, e ainda dá o troco em Schummy, que volta a passar, e abre uma certa distância, começando a visualizar uma real possibilidade de vitória. Porém, alguns instantes depois, Clayton Button, com sede de vitória, e querendo tirar o atraso (havia chego um dia depois em São Paulo) entra numa curva como se estivesse numa pista seca... por dentro de Schummy... Schummy não ve nada, Clayton se choca violentamente com ele, os karts derrapam e se aproximam da barreira de pneus... Um filme passa na cabeça de Schummy, que perdera o título em 2009 devido a uma batida numa disputa... e via acontecer tudo novamente... podia acabar ali o sonho da KAM, e o bi-campeonato podia ir para as mãos, ou melhor, as garras do Leão...
Mas o pior não acontece... os karts ficam na pista... contudo, Schummy toma as providências para que isso não aconteça, e dá uma bronca em Button, num tom e palavras que é melhor não reproduzir aqui...
Schummy segue para a vitória, com Webber em Segundo e Button em terceiro... Gadia chega em quarto e ainda tem chances no campeonato.

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